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Nota de repúdio à privatização dos Correios!

Aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 5 de agosto, o projeto que permite a privatização dos Correios (PL 591/2021) chegará ao Senado nos próximos dias, ainda sem data definida. É um momento crítico e também de luta em prol de todos os trabalhadores(as) dos Correios e toda a população marginalizada que pode ser prejudicada com a falta deste serviço.

A empresa dos Correios é um patrimônio nacional. No último ano, gerou 1,5 bilhões de reais, de acordo com o Diário Oficial da União. A alta de satisfação da população com o serviço se traduz com o baixo número de reclamações nos Procons e com premiações como a ABComm de Inovação Digital, promovida pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, em que a empresa foi reconhecida como número um na categoria Logística no e-commerce por dois anos consecutivos.

Entretanto, tudo isso não é o suficiente para barrar quem pretende privatizá-la, pois o caráter mercadológico de geração de lucros para o setor privado sempre esteve na agenda do atual governo, com a eterna justificativa do enxugamento da máquina pública e da necessidade de livre concorrência.

O projeto aprovado pela Câmara autoriza a exploração pela iniciativa privada de todos os serviços postais. A proposta estabelece condições para a desestatização da (sigla) ECT e remete a regulação do setor à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

Jacó Almeida, que trabalha nos Correios há 35 anos em Brasília e é diretor da Federação Nacional de trabalhadores dos Correios, deu entrevista em vídeo para o instagram do SINTIFRJ durante o mês de maio. Para ele, “O Correios tem 360 anos e está presente em todos os 5570 municípios do Brasil, presta um serviço, além de entrega de correspondência, social para a comunidade brasileira, principalmente nas cidades menores. Ele é muito essencial pois muitas dessas cidades não tem nenhum outro serviço público a não ser os Correios. Então o correio é o banco, é geralmente a forma que a pessoa pode se comunicar e também o lugar onde o pequeno e médio empresário também pode estar fazendo seus negócios e o transporte das mercadorias.” afirma.

Ele também fala dos aumentos que podem ocorrer com a consolidação do projeto e como a privatização do serviço postal gerou problemas na Argentina e em Portugal, dois países que estão tendo que reestatizar suas empresas de correspondência. No contrato de concessão diz que as empresas que vão substituir os Correios não poderão fechar agências essenciais à prestação do serviço postal em áreas remotas do país e deverão manter serviços de caráter social realizados pela estatal atualmente, mas isso não é garantia.

O SINTIFRJ defende e está a par da situação dos trabalhadores e trabalhadoras dos Correios, portanto reconhece a necessidade de mobilização. Vote contra a proposta na enquete da Câmara dos Deputados, posicione-se nas redes sociais, compartilhe materiais que auxiliem a luta contra privatização, cobre os políticos em que votou! Que a classe trabalhadora seja unida em uma só!

Saudações sindicais!

Direção Executiva do SINTIFRJ – Biênio 2021/2023

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