NOTA: ELEIÇÕES PARA COORDENAÇÕES DE PESQUISA E EXTENSÃO NO IFRJ
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NOTA: ELEIÇÕES PARA COORDENAÇÕES DE PESQUISA E EXTENSÃO NO IFRJ

NOTA DO SINTIFRJ SOBRE ELEIÇÕES PARA COORDENAÇÕES DE PESQUISA E EXTENSÃO NO IFRJ
Eleições para Coordenação de Curso, Pesquisa, Extensão são uma conquista política no IFRJ, que tem relação com o histórico de discussão pedagógica entre os diferentes entes envolvidos. Precisamos assegurar isso a despeito do que pretendem os gestores não democráticos.
O art. 113 do Regimento Geral traz em seu cap. e parágrafo único:
“Os ocupantes das funções de direção, coordenação e setores de gestão serão indicados pelo Diretor-Geral e nomeado pelo Reitor.
Parágrafo único. Os Coordenadores de cursos e coordenador das disciplinas básicas são eleitos por consulta aos seus pares, conforme regulamento próprio aprovado pelo Conselho Superior.”
E é nisso que se baseiam alguns Diretores-Gerais que resolvem não cumprir com a prática democrática que há anos garante ao IFRJ consulta às Coordenações de Curso, Coordenação de Extensão e Coordenação de Pesquisa.
Em Arraial do Cabo, por exemplo, a Coordenação de Pesquisa foi excluída propositalmente do Edital 04 de maio de 2018, que excluiu a possibilidade da comunidade escolher quem ocuparia a Coordenação de Pesquisa. Na época, a Direção foi arguida e se manifestou no sentido de que é prerrogativa da Direção-Geral a escolha de sua Coordenação de Extensão e Pesquisa, apontando o art. 113.
Em Realengo, recentemente, tivemos mais um caso, dessa vez nas eleições para Coordenação de Extensão. Em Edital, reduziu-se o universo eleitoral para apenas servidores que tem algum projeto de extensão, excluindo sem nenhum cabimento os que já tiveram no passado, em outro momento, e os que por ventura possam vir a ter um projeto de extensão!
Vejamos, como no Regimento Geral não consta que há necessidade de se realizar consulta para Coordenações de Pesquisa e Extensão, apenas para Coordenação de Curso no art. 113 parágrafo único, algumas Direções-Gerais tem simplesmente indicado os nomes de maneira autoritária e outras tantas tem usado o argumento da benevolência que “apesar de ser prerrogativa minha a indicação, vou fazer um edital para consulta de quem eu acho que pode votar” e criam critérios escusos e discriminatórios. E o mais grave: Quando arguidos, respondem que estão seguindo os mesmos critérios utilizados nas eleições do CAEX e CAPOG! O que nos leva a uma reflexão maior ainda: precisamos rediscutir nossos espaços democráticos!
O SINTIFRJ repudia toda prática autoritária e discriminatória!
O SINTIFRJ chama atenção para que as Direções-Gerais dos campi fortaleçam e respeitem seus espaços democráticos. Cada campus do IFRJ precisa debater e criar seu Regimento Interno de funcionamento do Conselho de Campus (COCAM), e aqueles que já os tem, precisam revisá-lo, para que esse de fato seja um espaço representativo e não apenas mais um espaço de gestão pro forma.
A coordenação do SINTIFRJ tem visitado diversos campi e realizado assembleias, café das(os) trabalhadoras(es), além de tantas outras atividades. Precisamos fortalecer nosso espaço sindical, junte-se a nós! É preciso lutar, é possível resistir! E que a classe trabalhadora esteja cada vez mais ombro a ombro nas trincheiras que ainda estão por vir, nossa luta apenas começou, junte-se a nós!
Coordenação do SINTIFRJ
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