22 de março: Dia de paralisação nacional!
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22 de março: Dia de paralisação nacional!

Na sexta,  22 de março, é dia de paralisação, é dia de estarmos na ruas para barrar a Reforma da Previdência!

Como parte das mobilizações do Dia nacional de Lutas contra a Reforma da Previdência, o SINTIFRJ convoca todos e todas para estarem no debate ‘Previdência Social’ no próprio dia 22 de março, às 14h, no Centro do Rio de Janeiro. O objetivo é discutir coletivamente, além de tirar dúvidas sobre os impactos que medidas como estas podem ter na vida pessoal e profissional de cada brasileiro. Em seguida, às 17h, todos e todas irão se somar ao Ato Estadual Unificado contra a Reforma da Previdência!

Lembrando que este será um dia de grandes mobilizações em todo o Brasil. Por isso, Professor(a), seja educador, participe dessa paralisação! Nesse dia, a aula não será na escola, ela será na rua! Servidor(a) técnico(a)-administrativo, participe dessa paralisação! Não vá ao campus, mas ao sindicato e às ruas!

Serviço: Às 14h, o debate será na Av. Treze de Maio, nº.13 , auditório do 8º andar. Às 17h, todos e todas no Ato Estadual Unificado contra a Reforma da Previdência!

Segue nota sobre o atual momento político do país e a visita de Trump nos Estados Unidos:

A parceria Trump-Bolsonaro, que em verdade se resume em puro entreguismo de nossas riquezas nacionais ao capital estrangeiro, constitui uma aliança econômica, e que também possui conteúdo ideológico à medida em que fortalece o crescimento da extrema-direita no mundo. A primeira medida do Senador Flávio Bolsonaro (RJ), filho do Bozo, foi propor a instalação de fábricas privadas de armas de fogo (inclusive transnacionais), reforçando a marca registrada da campanha de seu pai, a saber, o símbolo “arminha” na mão, exaltando a violência inclusive entre as crianças.

Não é a toa que uma das primeiras medidas do presidente fake tenha sido a flexibilização das regras para posse de armas. Enquanto isso, eleva-se o índice de violência no país e as taxas de desemprego, sobretudo para o povo pobre e da periferia. Citemos, de passagem, o caso emblemático da tragédia ocorrida na Escola de Suzano. Isso para não falarmos da proposta de militarização das escolas – projeto já encampado pelo governador do Rio de Janeiro, o fundamentalista Witzel (PSC) e do incentivo ao nefasto programa Escola Sem Partido, que, em verdade, propõe instituir a “Escola com mordaça”. O ódio de classe e os discursos de intolerância dessa extrema-direita estão baseados em um ideário racista, machista, lgbtfóbico e anti-democrático voltado a criminalizar toda a esquerda. Recentemente, o governo Federal expediu Medida Provisória visando asfixiar as finanças dos sindicatos, com o objetivo de combatê-los, em medida inconstitucional.

Com um ministério recheado de militares e de fanáticos de direita, a crise interna neste governo tem se agravado e tende a se intensificar, sobretudo com os escândalos de acusação da família Bolsonaro estar envolvida no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ). Daí a preocupação com a aprovação da Reforma da Previdência e encaminhamento de reformas voltadas para os interesses do mercado financeiro.

Nesse marco, é importante observar que a proposta de Reforma da Previdência de Paulo Guedes (Ministro da Economia, ultra-liberal) e Bolsonaro pretende acabar com o atual regime de previdência pública (visando sua capitalização e investimento privado de risco) e qualquer perspectiva de uma aposentadoria digna. Não é segredo que o referido ministro quer acabar com a abertura de concursos públicos, visando privatizar e terceirizar tudo! Ambos pressionam os governantes dos estados a realizarem cortes de direitos do funcionalismo público. O governador do Rio pode ser citado como caso emblemático de uma política alinhada aos severos ajustes fiscais e de ataques aos servidores, como recomenda o governo federal.

Contudo, diante das crises diárias e do bate-cabeças desse governo, as classes dominantes estão à espreita para ver se o governo será capaz de manter estabilidade e maioria para aprovação do fim de nossas aposentadorias mediante a Reforma da Previdência a partir de seu texto original. De nossa parte resistiremos nas ruas e no parlamento. Essa PEC6/2019 (Reforma da Previdência) não passará!

A Previdência Social pertence ao povo brasileiro e não ao sistema financeiro. Seguridade Social é cláusula pétrea em nossa Constituição!

Michel Torres

Coordenador Geral do SINTIFRJ e membro da Direção Nacional do SINASEFE

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