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Dia da Visibilidade Trans

Hoje, 29 de janeiro, é dia da visibilidade trans, data para reafirmar a luta pela garantia do direito de existir das pessoas transexuais, transgêneras e contra a transfobia.

A efemeridade teve origem em homenagem a um ato feito por um grupo da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), que aconteceu há 19 anos em frente ao Congresso Nacional pedindo respeito à diversidade de identidade de gênero no Brasil.

Apesar de conquistas, como o nome social, a permissão do processo transexualizador no SUS, a criminalização da homofobia e da transfobia, entre outros, infelizmente, o Brasil segue sendo o país que mais mata pessoas trans pelo 14° ano consecutivo, de acordo com a ONG Transgender Europe. Nos últimos 13 anos, pelo menos 4.042 pessoas trans e de gêneros diversos foram assassinadas. 

Em 2021, segundo o último levantamento da ANTRA, 140 pessoas trans morreram por transfobia no Brasil. A estimativa é que esses números sejam muito maiores, diante da subnotificação. A expectativa de vida de uma mulher transgênera ou travesti ainda é de 35 anos (ANTRA). 

Felizmente, nas eleições de 2022, cinco candidatas trans e travestis foram eleitas. O número é pequeno mas já significativo. Isso é essencial para que hajam mais políticas públicas para essa população que vive intensa violência e vulnerabilidade social, em termos de educação, trabalho e saúde, e acabam recorrendo apenas a prostituição.

Também no governo Lula a paraense Symmy Larrat, travesti e uma das maiores lideranças da América Latina pelos direitos LGBTQIA+, é a nova gestora da Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+. 

A comunidade LGBTQIA+ aguarda ansiosamente por mais políticas efetivas. Recentemente um documento assinado por mais de 130 entidades pede a implementação de políticas públicas “efetivas e eficientes”, pelo Estado, para a comunidade LGBTQIA+. 

Muito ainda é necessário para que a população trans tenha qualidade de vida, por isso é importante fazer a nossa parte! Se passar ou entrar em contato com transfobia denuncie pelo 180, número do Ministério do Direitos Humanos e Cidadania ou para o Disque 100, gerido pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. O serviço é gratuito e funciona 24 horas, inclusive em feriados e fins de semana.

O SINTIFRJ sempre estará ao lado da causa trans! Conte com a nossa ajuda para qualquer caso!

Sintifrj na luta pela diversidade! Direção Executiva – Biênio 2021-2023