Saiba mais sobre ‘Reforma da Previdência’
18
abr

Saiba mais sobre ‘Reforma da Previdência’

Nas últimas semanas parecia ter havido um grande armistício entre as diferentes frentes de batalha nas quais o governo, seu partido, seus aliados e a tropa da reforma da previdência vinham passando.

Claro está que o próprio partido pelo qual o presidente atual foi eleito não tinha acordo prévio sobre a tal proposta da reforma (https://exame.abril.com.br/economia/lider-do-psl-governo-errou-ao-dar-tratamento-diferenciado-a-militares/) (lembremos que Bolsonaro usa o PSL como partido de aluguel, coisa que de fato é, e que não foi aceito como candidato no PP, seu partido de origem); menos ainda havia uma base de apoio sólida, como se imaginara.

Talvez movida pela fragilização do governo (foi um recorde a quantidade de lambanças e atritos gerados em tão pouco tempo), o chamado centrão fez o que melhor sabe fazer, cobrar a conta. Isso fez com que o governo e seu partido tivessem que iniciar processos, ainda em andamento, de negociação de cargos – conforme anunciado pelo vice-presidente (https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2019/04/03/interna_politica,747153/mourao-ve-possibilidade-de-governo-dialogar-indicacoes-politicas.shtml).

Já a tropa da reforma, parece ter outros tantos interesses que não a reforma exclusivamente. Por exemplo, deputados e senadores, após eleitos, têm bases, agendas e projetos de poder próprios que não necessariamente estão sincronizados com o tempo do governo (que por sua vez corre contra o relógio para entregar o prometido aos bancos e acionistas a quem devem a eleição).

Resta neste cenário os animadores do espetáculo, a grande imprensa empresarial. Afora os lunáticos da Globo, Miriam Leitão, Sardenbergh, Merval Pereira, parece que os analistas mais realistas já identificam os sérios problemas que a tal reforma da previdência enfrentará na esfera política parlamentar. Como reação, todas as agências de bola de cristal do mercado já preveem um crescimento (sic) pífio da economia nacional, e alardeiam as “flutuações” da bolsa e do mercado como uma ameaça à sociedade de que se não for aprovada a reforma, então…

Bem, para além deste nível em que se coloca a questão, das relações formais entre partidos, entre empresas e instituições, que é uma forma de ver e interpretar as relações de força na sociedade, nós queremos apontar para uma outra forma de ver essa questão, que é a do interesse dos trabalhadores, do interesse dos mais pobres, e de que maneira podemos intervir neste processo.

Em primeiro lugar, a busca por informações que dêem conta da amplitude dos efeitos da reforma da previdência e discutam conceitual e historicamente o que significa o sistema previdenciário; em segundo lugar, a circulação dessas informações, através de nossas redes pessoais, mas também através dos ambientes de trabalho, de estudo e de vida pessoal, de modo a criar espaços plurais e livres para troca de ideias; por fim, acreditamos que somente a partir da mobilização dos trabalhadores e daqueles que serão os mais afetados pelas mudanças vindas com o fim da previdência conseguiremos obter vitórias no sentido de barrar a proposta de reforma.

Agora vejamos algumas das principais consequências para os trabalhadores dessa proposta vergonhosa de reforma:

  • este governo quer acabar com o maior programa social do país, pois atende a mais de 100 milhões de pessoas diretamente, e entregá-lo para os bancos privados;
  • a cobertura e proteção em caso de invalidez, pensão, necessidades especiais estarão sob ameaça, pois não haverá recursos para mantê-los, bem como a proteção à gestante e à maternidade;
  • a combinação de idade mínima mais elevada que a atual com tempo de contribuição mínimo também mais elevado que o atual provocará um desastre em poucos anos, pois se tornará quase impossível as pessoas se aposentarem antes dos  80, 75 anos…, o que significa, para muitas pessoas, não chegar até esta idade;
  • Por fim, cada trabalhador(a) terá uma conta individual, na qual depositará a contribuição definida, porém, os Bancos que irão administrar essas contas não terão obrigação alguma de pagar benefício futuro, que dependerá do comportamento do mercado financeiro e poderá ser ZERO, deixando a classe trabalhadora totalmente sem proteção. Este MESMO MODELO foi implementado em outros países como o Chile, onde o empobrecimento dos idosos vem trazendo consequências terríveis para suas vidas e para as famílias.

Neste sentido, apresentamos aos nossos servidores e servidoras um conjunto de informações a partir das quais poderão confrontar com outras fontes de informação, pesquisar e analisar os impactos do fim da previdência para sua própria vida:

https://odia.ig.com.br/economia/2019/04/5633818-reforma-da-previdencia-reduz-valor-da-aposentadoria.html

https://www.youtube.com/watch?time_continue=1377&v=xiqXtE8NJWg

https://www.apmp.com.br/brasilia/privilegios-desinformacao-sistemica-e-reforma-da-previdencia-2/

http://spbancarios.com.br/04/2019/previdencia-44-pontos-que-voce-precisa-saber

http://www.sinasefe.org.br/v3/index.php?option=com_content&view=article&id=2467:2019-04-05-18-10-32&catid=1:latest-news&Itemid=75

https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/08/dieese-reforma-da-previdencia-mulheres.htm

https://www.dieese.org.br/notatecnica/2019/notaTec202MulherPrevidencia.html

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