Nota em relação ao calendário do ENEM
13
maio

Nota em relação ao calendário do ENEM

A crise sanitária ocasionada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19) traz reflexos também para a área da Educação. Por causa de um momento como este, o adiamento das provas do Enem 2020 seria de extrema necessidade. Mas de modo irresponsável, o INEP e o governo federal permanecem com as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio deste ano.
Por causa do aumento no número do covid-19, a equipe de Bolsonaro orientou que, a partir do ensino fundamental, as escolas adotassem atividades não-presenciais (à distância) para cumprir a carga horária obrigatória, mas sem qualquer planejamento pedagógico ou consideração com as faltas de infraestrutura, desconsiderando, assim, a realidade brasileira[1].
Diante disso, são diversos os alunos e alunas, principalmente, pertencentes às classes populares que têm encontrado dificuldades para conseguir manter a rotina de estudos em casa (por falta de internet, equipamentos, etc). Com isto, a Justiça Federal de São Paulo determinou o adiamento do ENEM 2020. Em atitude irresponsável e em arrepio a decisão judicial, o ministro da Educação Abraham Weintraub recorreu a decisão sob a desculpa de que no ENEM “vence o melhor”.
Em recente decisão (dia 11/05), o TCU determina que o INEP se posicione sobre alteração do calendário da prova. E, ao contrário do que tem insistido o governo brasileiro, a maioria dos países que se utilizam de exames nacionais do ensino médio como critério para ingresso no ensino superior, suspenderam o calendário.
Lamentamos que o governo federal minimize a pandemia e as suas consequências para as classes mais pobres e para todos que são da área da educação. Na esteira das entidades de representação estudantil e educacionais democráticas, o SINTIFRJ se soma à campanha #AdiaEnem.
Pesquisa: Segundo pesquisa nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC) 2018, cerca de 30% da população não tem acesso à internet, nas regiões rurais esse número sobe para 53,5%.
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