Julho Negro e a internacionalização das lutas
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jul

Julho Negro e a internacionalização das lutas

Foi realizado nos dias 24, 25 e 26 de julho, o Julho Negro, no Rio de Janeiro. O movimento é criado por mães e familiares vítimas da violência do Estado, movimentos de favelas e periferias, além de comunicadores comunitários que atuam na luta antirracista e pelo direito à vida. O objetivo das atividades de cada Julho Negro é discutir e internacionalizar a luta contra o racismo, a militarização e o apartheid. 

No primeiro dia (24), foi realizado uma roda de conversas sobre ‘Racismo ambiental’, no terreiro Ilê Omulu e Oxum, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. No segundo dia (25), três rodas de conversas foram feitas no Museu da Maré e, desta vez, os temas debatidos foram: ‘Corpos LGBTQI+: o impacto dos racismo e da militarização nas favelas’; ‘Do cárcere às drogas’ e ‘A experiências das mulheres frente ao racismo e à militarização da vida’. 

Já no último dia (26), foi montada a ‘Tenda da Resistência’ no Largo da Carioca, Centro do Rio de Janeiro. Pela manhã, à partir das 10h, foram doados roupas para quem passava pelo local. Na parte da tarde, à partir das 14h, foi realizado o ‘Tribunal Popular’ colocando os Estados da América Latina no banco dos réus por causa das violações de direitos que eles cometem aos povos empobrecidos. 

O Tribunal contou com a presença de mães e familiares e moradores de favelas do Rio e de outros estados, além dos depoimentos de uma mexicana, um venezuelano e uma Mapuche. Nos outros anos também tiveram a presença de movimentos de outros países: Black Lives Matter, dos EUA; haitianos, palestinos, argentinos, chilenos, colombianos, dentre outros.

O Julho Negro é organizado de forma autônoma, descentralizada, é suprapartidário e todas as atividades só são realizadas por causa do apoio de organizações de direitos humanos, universidades e movimentos populares do Rio, de outros estados e países.

É pela internacionalização das lutas urbanas, rurais e indígenas! É pela não militarização da vida cotidiana!

Quer saber mais como foi toda a programação do 4º Julho Negro?

Entre na página, lá você vai encontrar fotos, vídeos e depoimentos de quem participou deste 4º Julho Negro: https://www.facebook.com/3julhonegro/

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