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Favelas Pela Vida e Contra as Operações!

Caveirão Não! Favelas Pela Vida e Contra as Operações!

No dia 06 de dezembro, às 10h, na Casa Pública, em Botafogo, foi lançada a nova campanha contra as operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro. No primeiro dia, movimentos de mães e familiares e integrantes dos movimentos de favelas organizaram uma coletiva de imprensa para falar sobre o aumento dos casos de auto de resistência no Rio; sobre as investigações dos casos de assassinatos cometidos pela polícia que não são realizadas; além de relatar como as operações policiais nas favelas são violentas e atrapalham todo o cotidiano dos moradores.

Na tarde do dia 07, um ato público ‘Acorda, MP!” foi feito pelos integrantes da campanha em frente ao Ministério Público (MP) cobrando investigações sobre os casos de homicídios. Durante a manifestação, representantes da campanha foram recebidos pelo MP. Algumas pautas colocadas pela campanha já foram, inclusive, atendidas. A campanha conseguiu uma agenda mensal com o MP durante todo o ano de 2018 e alguns casos já serão investigados.

E, terminando a semana de lançamento, na noite do dia 08, o Centro do Teatro do Oprimido recebeu a campanha com exibição de filmes que contam a luta dos familiares vítimas da violência do Estado. Em uma semana, mais de 10 mil panfletos já foram distribuídos pela cidade e agora está em fase de organização de atividades para o próximo ano.

Leia o texto de apresentação da Campanha: 

Caveirão Não: Favelas Pela Vida e Contra as Operações! é o nome da nova campanha contra as operações policiais nas favelas e periferias do Rio de Janeiro. Temos a polícia que mais mata no mundo. Apenas entre janeiro e setembro de 2017, mais de 813 pessoas foram assassinadas pelas polícias do Estado, atingindo o recorde histórico de 3 mortos por dia. De 1997 até os dias de hoje, são mais de 16.000 pessoas assassinadas pelas forças do Estado, em sua maioria pessoas negras e moradoras de favelas.

As operações policiais se valem de um modelo ultra-militarizado com o uso de equipamentos de guerra. Caveirões terrestres e aéreos promovem um verdadeiro genocídio contra a população negra e pobre. A cada operação, escolas, postos de saúde e o comércio das favelas são fechados. Em um mês, mais de 20 escolas da Maré foram fechadas durante operações. No Jacarezinho, durante 15 dias, mais de 10 mil alunos ficaram sem aula. O número de crianças mortas em decorrência da ação policial é assustador. Em Acari, um policial militar – depois de executar dois jovens na porta da escola – atirou em Maria Eduarda (13 anos!) que estava na quadra esportiva da escola. Toda semana uma nova chacina.

A violência estatal que interrompe o dia a dia dos moradores de favelas e periferias é cometida não só pelos batalhões de cada área, mas também por Batalhão de Choque da PM, CORE/ da Polícia Civil e BOPE. Além disso, mais de 40 favelas tem hoje as UPPs; Exército e Força Nacional também estão presentes matando mais corpos negros.

Isso precisa acabar! Somos contra a atuação policial que criminaliza o corpo negro! Em defesa da vida, nós da Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, Movimentos de favelas e Organizações de Direitos Humanos, exigimos: PAREM AS OPERAÇÕES!

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